A fonte sustenta o número e o sentido da frase.
Nas manchetes, aparece como “acerta ao dizer que”.
Como checamos
O caminho completo de uma frase, do áudio da transmissão até a publicação com fonte.
Uma checagem só vale o que vale a sua fonte. Por isso o método é escrito aqui em detalhe: para que qualquer leitor possa repetir o caminho e chegar, ou não, ao mesmo lugar.
Do áudio ao veredito
Captura do áudio
A transmissão é lida direto da fonte pública com yt-dlp e entregue em tempo real ao processamento. Em vídeo gravado, o áudio é entregue no ritmo do vídeo, e não de uma vez, para que a apuração acompanhe a fala.
Transcrição com separação de vozes
O áudio vai para transcrição em streaming em português, com diarização. É essa etapa que garante que a frase seja atribuída a quem realmente a disse.
Portão de afirmações
Nem toda frase é checável. Promessa, opinião, adjetivo e pergunta são descartados no portão. Passa apenas o que afirma um fato verificável contra uma fonte.
Busca com fundamentação obrigatória
A afirmação recortada vira consulta a mecanismos de busca com fundamentação. O sistema não responde de memória: se a busca não devolve trecho de fonte, não há o que sustentar.
Veredito comparado
O modelo compara a frase com o dado encontrado e classifica em um dos quatro estados. A comparação inclui recorte, período e base, que é onde a maior parte das afirmações falha.
Trava de fonte
Antes de publicar, uma trava final confere: veredito factual sem fonte vira sem base. Nenhum número é deduzido, estimado ou arredondado pelo sistema.
Publicação e arquivo
O veredito é difundido para quem assiste ao vivo e, encerrada a transmissão, entra neste arquivo com a citação, o dado, a explicação e os links.
A escala
A fonte sustenta o número e o sentido da frase.
Nas manchetes, aparece como “acerta ao dizer que”.
O número existe, mas o recorte, o período ou a base de comparação distorcem.
Nas manchetes, aparece como “é impreciso ao dizer que”.
A fonte contradiz a afirmação.
Nas manchetes, aparece como “erra ao dizer que”.
Nenhuma fonte pública permitiu decidir. Um número nunca é deduzido.
Nas manchetes, aparece como “afirma sem base pública que”.
Porque a maior parte das afirmações públicas não é falsa: é verdadeira em outro recorte. O número existe, mas vale para o país e foi citado como se fosse do estado. Vale para um ano e foi citado como se fosse de hoje. Vale para um subgrupo e foi citado como total. Chamar isso de falso seria impreciso da nossa parte.
Porque não encontrar dado não é o mesmo que provar que a afirmação é falsa. Quando nenhuma fonte pública decide, a checagem é publicada dizendo exatamente isso, com contorno tracejado e sem cor cheia. Cor cheia é afirmação, e ali não há o que afirmar.
Boletim
Um e-mail por transmissão apurada, com o veredito de cada afirmação e o link para as fontes. Sem outra correspondência.